O PAPEL DO TEMPO

Série de buquês construídos a partir da materialidade da natureza, do papel que se transformou em flor, da pena e folhagem que cai, da flor que vira esqueleto. Esta série foi moldada em março de 2020, no início da quarentena, onde as flores naturais não estavam sendo comercializadas e todos ainda estavam entendendo como as coisas funcionariam a partir dali. No ateliê existiam flores já preservadas e então outras flores foram criadas com as mãos, as flores criadas foram flores raras e desejadas como flores de corte no Brasil. Uma série que envolve a memória e a visão, cheiro e poesia. A experiência estética que transforma as flores e folhagens já secas estende o fio da vida e da morte que perfura e tece o repertório da criação.

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A anatomia floral é a raiz da expressão espiritual da humanidade, que continua a articular nosso ser presente. Sua fragilidade é talvez o gesto mais profundamente universal e recalcitrante contra a promessa de morte contraída desde que o mundo é mundo e a vida é vida no ventre do tempo.

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O PODER TEM ASAS

Série de redomas constituídas em 2020 com drusas de quartzos, ametistas e outras escolhidas a dedo em um estudo atencioso de cristaloterapia.

Das penas e esqueletos de folhagens surgem borboletas e libélulas protegidas do mundo em seus tetos de vidro. Também serão encontradas frutas preservadas como a do conde, sugestivo. Conchas e corais guardados por longa data chamam a floresta encantada para o mar.

Capturar e valorizar pequenos elementos naturais belos foi a saída para criar uma obra de arte que possa ser observada sem a pressão do tempo. Preservar, celebrar e compartilhar a beleza da Terra com o mundo é o que impulsiona a vida.

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